Aplicação da Ressonância Magnética Nuclear no Estudo de Constituintes de Cannabis
DOI:
https://doi.org/10.19142/rpq.v12i23.432Keywords:
Maconha. Cannabis. Ressonância Magnética Nuclear. Canabinol.Abstract
A planta Cannabis apresenta uma classe característica de constituintes chamados canabinoides, os quais possuem propriedades psicotrópicas, e por esta razão, são de grande interesse forense. O isolamento desses compostos presentes nas drogas ilícitas (maconha, haxixe, etc.) preparadas a partir da Cannabis se constitui em uma difícil tarefa. Neste trabalho, as técnicas de Cromatografia em Coluna, Ressonância Magnética Nuclear (RMN) e Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (CG-EM) foram empregadas no isolamento e identificação de canabinoides presentes em amostras de maconha apreendidas pela Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (PC-ES). Estas foram extraídas por maceração em metanol, analisadas por RMN de 1H em CDCl3 e, ao final, concentradas em um extrato bruto de maconha que foi submetido à Cromatografia em Coluna em sílicagel com fase móvel de éter de petróleo:éter etílico 8:2, coletando-se 52 frações, as quais foram então agrupadas em cinco frações finais após análise de placas de Cromatografia em Camada Delgada (CCD). Essas cinco frações foram submetidas à CG-EM e apenas as Frações 2 e 3 apresentaram o canabinoide identificado como Canabinol (CBN) em sua forma pura, o que foi comprovado pela análise do mesmo por RMN.





